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Lifelong Learning

Atualizado: 24 de jan. de 2023

Você sabe ou já ouviu falar em Lifelong Learning? Em uma tradução simples, é basicamente “aprender durante a vida inteira”. A expressão está cada vez mais em alta e ganhando ainda mais relevância no mercado de trabalho.

Os recrutadores têm usado como critério básico de seleção a questão do candidato buscar a aprendizagem contínua. À medida que novas profissões ganham vida e outras se tornam irrelevantes ou são ocupadas por máquinas, posicionar-se de maneira diferente no mercado tornou-se ação estratégica e de primeira necessidade.

De forma mais prática, a aprendizagem contínua significa mudar a mentalidade e entender que o conhecimento se constrói ao longo da vida. Além de extrapolar os limites do ensino formal, ela também se caracteriza por sua interdisciplinaridade e aprofundamento em diferentes temas, independente de certificados ou cursos.

Onde surgiu?

Você pode até achar que a expressão é nova, mas ela surgiu no fim do século passado. A primeira vez que apareceu foi em 1996, em um relatório da Unesco, denominado “Educação, um tesouro a descobrir”. Defendido pelo pensador e economista Jacques Delors, o lifelong learning possui quatro pilares, e são eles:

1. Aprender a conhecer

Envolve estar aberto a diferentes saberes, independente da área de atuação. Tem como premissa conhecer com mais profundidade os assuntos estudados, bem como sua aplicação em sistema — sua conexão com temas diferentes ou mesmo com os que são correlatos.

Que o conhecimento é parte indispensável do aprendizado, todo mundo sabe. Mas este pilar do lifelong learning não se limita à busca por sabedoria baseada em métodos tradicionais. Decorar o conteúdo estudado, por exemplo, é uma técnica milenar, entretanto, não ultrapassa a necessidade do saber. Aprender a conhecer é, na verdade, ter prazer por esse processo. Isso requer curiosidade, reflexão, postura questionadora e pensamento crítico. Só assim é possível construir o conhecimento autônomo.


2. Aprender a fazer

Essencial, sobretudo, para o ensino de adultos, ele requer a união de teoria (ou pelo menos uma base ou fundamento) com a prática, a fim de acelerar e melhorar a aprendizagem.


Existe uma metodologia de aprendizagem chamada 70:20:10. Ela foi desenvolvida em 1990 pelos professores Morgan McCall, Robert Eichinger e Michael Lombardo, do Center for Creative Leadership, na Carolina do Norte (EUA). Os estudiosos concluíram que a expansão da aprendizagem ocorre por circunstâncias distintas.


Apenas 10% do aprendizado é adquirido de cursos, 20% resulta da interação com outros indivíduos e 70% vem de experiências próprias. Ou seja, a maior parte do aprendizado se deve ao fazer. A aprendizagem on-the-job, como também é chamada, provém da vivência, seja por meio de tarefas rotineiras, responsabilidades ou desafios. Essas atividades estimulam o desenvolvimento de habilidades comportamentais, como comunicação interpessoal, proatividade, inteligência emocional e trabalho em equipe, entre outras.


Em resumo, a prática faz com que o conhecimento se torne um hábito.

3. Aprender a conviver

Tem a ver com outras Soft Skills, tais como a resolução de problemas complexos, resiliência e colaboração e trabalho em equipe. Pode ser resumido como saber conviver com pessoas de diferentes perfis e adaptar-se a ambientes distintos, de forma rápida e sem preconceitos.

Podemos dizer que o terceiro pilar que sustenta o lifelong learning está relacionado à parcela de 20% do modelo 70:20:10. A interação com outras pessoas permite aprimorar o conhecimento.

Mas isso vai além de observar o trabalho alheio ou de receber feedbacks construtivos. Aprender a conviver, como o nome sugere, é o aprendizado por meio da convivência. Isso significa que qualquer tipo de troca tem o poder de promover o aprendizado.

4. Aprender a ser

Envolve o desenvolvimento do indivíduo como profissional e como pessoa. Ao praticar tal Soft Skill, ele se torna um cidadão mais esclarecido e autônomo, não apenas no conceito social, mas desenvolve seu próprio método de aprendizado (autoconhecimento e autodidatismo).

O último pilar suporta a ideia de que é preciso aprender a ser. Em outras palavras, se trata de desenvolver autonomia para aprender coisas novas. O indivíduo deve formar autorresponsabilidade sobre o seu aprendizado. E não há outra maneira de fazer isso sem que seja descobrindo o seu próprio potencial.


Lifelong Learning deixa claro que é preciso sempre buscar o aperfeiçoamento contínuo, sobretudo, com mudanças bruscas e disruptivas no modo de funcionamento dos negócios e da sociedade em geral.

Qual é o objetivo do lifelong learning?

O lifelong learning tem um objetivo bastante claro: estimular a continuidade dos estudos. E não estamos falando de incluir novos anos na educação básica ou mais etapas na formação profissional.

Isso porque, segundo o conceito, a expansão do aprendizado não é uma responsabilidade atrelada às instituições de ensino, mas, sim, à vontade do próprio indivíduo.


Como disse Aristóteles, “a alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais”.


A busca pela educação permanente deve acontecer de maneira voluntária e proativa.

E é fácil entender uma das razões para querer se desenvolver cada vez mais – basta observar o cenário corporativo.

Se, há algumas décadas, ter disposição era atributo suficiente para conseguir uma oportunidade de emprego, hoje, as coisas são bem diferentes. O mercado é altamente competitivo e requer profissionais competentes e qualificados.

Quanto mais habilidades um funcionário possui, mais bem-visto e requisitado ele é.

As próprias consultorias de Recursos Humanos validam essa premissa.


Um estudo da CareerBuilder, por exemplo, mostrou que, para 77% dos empregadores, as soft skills – um dos tipos de competência que podem ser desenvolvidos – são tão importantes quanto os conhecimentos técnicos. Ou seja, ainda que a formação profissional tenha um peso significativo, outras habilidades também são equivalentes na balança.

Qual é a importância do lifelong learning para as instituições?

O lifelong learning levanta um ponto importante a ser discutido: o papel e a situação das instituições de ensino nesse ecossistema. Diante disso, é oportuno destacar que o conceito não é uma afronta à educação formal. Está longe disso, na verdade.

O lifelong learning é um aliado das instituições de ensino, uma vez que representa mais um estímulo aos estudos. Quem é ou já foi estudante sabe que a sala de aula é indispensável para o aprendizado, mas também tem consciência de que os esforços extracurriculares ampliam o conhecimento e a qualificação.

É como se essas atividades fora da classe turbinassem tudo o que é assimilado dentro dela. Dessa forma, a teoria do lifelong learning é essencial para as instituições que querem formar alunos preparados para os desafios futuros.

Além de, é claro, uma oportunidade de incluir cursos e outras formações que atendam às necessidades dos profissionais e do mercado de trabalho.

Quais são as vantagens do lifelong learning?

Até aqui, ficou claro que o lifelong learning é um conceito que visa um estilo de vida baseado no aprendizado contínuo. Mas, afinal, quais benefícios tem o indivíduo que decide aplicar o lifelong learning?

Confira a seguir as principais vantagens:

1. Desenvolvimento de novas habilidades

Sem dúvida, o desenvolvimento de novas habilidades está entre os motivos mais relevantes para adotar o lifelong learning. Isso porque as competências ajudam a proporcionar resultados expressivos nas atividades, especialmente as que são relacionadas ao trabalho.

Quer ver um exemplo? Vamos supor que um analista de marketing precise fazer um cronograma com as datas de todas as ações da nova campanha. Por desconhecer os segredos do Excel, a primeira atitude seria inserir manualmente as datas em cada coluna.

Entretanto, ele pode decidir, voluntariamente e proativamente, buscar uma forma mais fácil de fazer. Com uma simples pesquisa no YouTube, o profissional consegue encontrar uma fórmula que resolve tudo em poucos segundos.

Assim, além de ganhar tempo e solucionar o problema, esse conhecimento fará diferença nas próximas vezes em que precisar executar uma tarefa semelhante. Esse é um exemplo de capacidade técnica adquirida. Mas o lifelong learning também estimula o desenvolvimento de habilidades comportamentais.

2. Estímulo da criatividade

A criatividade, por exemplo, é uma habilidade comportamental. Em muitas pessoas, trata-se de uma característica inata, ou seja, um talento natural.

Mas ela também pode ser desenvolvida com esforço e dedicação. Além disso, até mesmo quem possui a aptidão de berço pode sofrer com bloqueios que impedem as ideias de surgirem. Por isso, um estímulo é sempre bem-vindo.

O lifelong learning, por sua vez, é eficaz para a impulsionar a capacidade de pensar fora da caixa e propor novas soluções.

3. Domínio de novas tecnologias

Estamos vivenciando a Quarta Revolução Industrial ou, como também é conhecida, indústria 4.0 e era da tecnologia. Há algumas décadas, muitas inovações tecnológicas eram impensáveis.

O fato é que, para chegar nesse patamar, foi preciso que estudiosos e inventores dessem o primeiro passo, certo? Ou seja, eles tiveram a iniciativa de pensar em novas ideias e propor soluções diferenciadas para problemas existentes.

Hoje, certamente, não conseguimos imaginar como seria viver sem tamanho avanço e tampouco vislumbramos como o mundo será daqui a algum tempo. Acontece que os lifelong learners são capazes de descobrir novas tecnologias.

A sede por conhecimento contínuo é que impulsiona a transformação digital e, consequentemente, a evolução da nossa sociedade.

4. Surgimento de oportunidades

É difícil mensurar a quantidade de oportunidades que o lifelong learning pode proporcionar. Afinal, cada conhecimento adquirido tem potencial de abrir muitas portas.

Na carreira, se você desenvolve uma nova habilidade, por exemplo, há outros cargos e funções que podem ser exercidas. Um novo saber também pode despertar o desejo por uma atividade que, até então, parecia pouco atrativa. É só deixar o conhecimento guiar os rumos.

Onde o lifelong learning pode ser aplicado?

Até aqui, vimos uma série de benefícios que o lifelong learning oferece para os indivíduos. Além dos resultados significativos no âmbito pessoal, a prática também é muito importante para o desenvolvimento profissional.

Do total de americanos que se consideram lifelong learners e responderam à pesquisa que mencionamos na introdução deste artigo, 87% disseram ter aderido ao conceito para manter ou melhorar habilidades no trabalho.


Mas o lifelong learning não dispõe de vantagens apenas para pessoas e suas formações. As empresas também podem se beneficiar (e muito!) da prática do conceito.


Uma vez que a cultura é estabelecida, os funcionários assumem uma postura mais ativa para buscar conhecimento. Dessa forma, ao adquirirem novas competências e saberes, tornam-se mais preparados para os desafios encontrados no ambiente. O resultado disso é uma rotina organizacional muito mais estratégica e produtiva.



Hello Awin


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